EPÍSTOLAS CRISTÃS

21 de março de 2017

O Reino de Deus vs. Outras Coisas

Filed under: Uncategorized — epistolas @ 3:20

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1. Nas conhecidas palavras de nosso Senhor Jesus, quando disse que devemos buscar primeiro o Reino de Deus e que as outras coisas seriam acrescentadas, encontramos o seguinte princípio: o de que as coisas espirituais precisam ocupar o primeiro lugar em nossas vidas e as coisas materiais um lugar secundário.

2. Por mais que o Senhor tenha se referido a não ficarmos demasiadamente preocupados com o que comer, beber ou vestir, o princípio ali envolvido pode muito bem ser aplicado a todas as outras coisas da nossa vida material.

3. Nesse sentido, vemos que ele, antes de falar sobre comida, bebida e vestimenta, referiu-se à acumulação de tesouros terrestres em contraste com a obtenção de riquezas celestiais; referiu-se também à impossibilidade de se servir a dois amos ao mesmo tempo: a Deus e às riquezas.

4. Assim, em nossa jornada durante a era atual, teremos sempre diante de nós o grande desafio: o de valorizar e priorizar as coisas espirituais, sem esquecer de administrar todas as outras coisas.

5. Do ponto de vista de tempo a ser gasto, no caso de quem não é ministro de tempo integral, torna-se humanamente impossível as atividades espirituais ocuparem o primeiro lugar em comparação com o cumprimento de nossas obrigações seculares e materiais. Se, dentre nossos irmãos da primitiva igreja, alguns eram escravos, hoje, os escravos somos nós, pois o sistema atual demanda muito de nosso tempo e energia.

6. E, essa proporção fica mais complicada ainda, quando o cristão tem seu tempo ocupado por trabalho e estudo seculares. Mesmo quem apenas trabalha fora sempre terá atividades caseiras a cumprir; principalmente se tiver filhos em casa.

7. Então, surge a seguinte questão: como é possível um cristão, mesmo tendo outras ocupações que demandam tanto tempo, colocar suas atividades espirituais em primeiro lugar? A resposta óbvia seria: investindo o restante do tempo que fica livre em coisas espirituais!

8. Correta está a resposta acima! Porém, um detalhe importante precisa ser também destacado: estamos no Século XXI e na Era da Informação. Nunca, em toda a história da humanidade, tivemos acesso a tantas informações, todas referentes a um imenso número de assuntos.

9. E, quando falamos de informações, não nos referimos apenas às inúmeras notícias, mas a um incalculável número de imagens e vídeos, todos despejados diariamente na mente de todos. E, diante de tantas ofertas de informação, entretenimento e lazer, somos diariamente desafiados.

10. Assim sendo, no contexto do que estamos agora destacando, vemos que as “outras coisas” que devemos administrar na presente era são muito mais complexas e desafiadoras do que as “outras coisas” de todas as eras passadas. Se buscar as coisas do Reino em primeiro lugar já era algo desafiador antes, o que dizer de agora?

11. Hoje, uma pergunta pertinente pode ser a seguinte: como é possível, em pleno Século XXI, as coisas ou atividades espirituais ocuparem o lugar mais importante em nossas vidas? Outra pergunta seria: Como é possível, em plena Era da Informação, um cristão levar uma vida que priorize a oração, a Palavra e a Obra de Deus?

12. As respostas a tais perguntas são de caráter pessoal. Por isso, você pode se questionar da seguinte forma: o que faço no tempo que sobra, quando não estou trabalhando, estudando ou cumprindo alguma outra obrigação necessária? Nesse tempo remanescente, ocupo-me mais com as coisas espirituais ou com as distrações deste mundo?

13. Vemos, quando respondemos essa última pergunta, que a grande questão não é o fato de termos acesso às atuais distrações ou a qualquer outra forma de lazer, mas a importância que damos a elas em comparação ao que damos as coisas do Reino.

14. Assim, se a maior parte do tempo que temos disponível após o cumprimento de nossas obrigações seculares são gastas com coisas espirituais, e uma pequena parte restante é gasta com as lícitas distrações deste mundo, provamos por nossas ações que estamos colocando as coisas espirituais em primeiro lugar.

15. Mas, se damos uma pequena parte ou quase nada do nosso dia as coisas do Reino e a maior parte é dada às nossas obrigações materiais e as distrações desta era, pouca diferença terá nosso modo de viver, em comparação com os que não servem a Deus.

16. Amados irmãos, como bem disse nosso irmão João, o apóstolo, o mundo e as coisas do mundo estão passando, mas aquele que faz a vontade de Deus permanecerá para sempre. E a vontade de Deus e de seu Filho é que as coisas do Reino ocupem o primeiro lugar em nossas vidas, mentes e corações.

17. Se, como diz claramente o apóstolo Paulo, a ressurreição de Cristo é a nossa ressurreição, devemos buscar, em primeiro lugar, as coisas de cima, onde Cristo está assentado à direita de nosso Pai.

18. Amados, o período de tempo de nossa jornada nesta era é apenas um ponto imperceptível, localizado entre o passado e a eternidade, estando nele preso o mundo atual. Mas, quanto a nós, desse pequeno ponto fomos comprados para a vida eterna e imortal.

19. Por isso, não vivamos como presos, mas como livres – filhos da Jerusalém de cima, pois, além de livre, ela é a nossa mãe.

20. Portanto, priorizemos as coisas de cima, fazendo da oração o oxigênio da nossa vida espiritual, das palavras de Deus e de Cristo a nossa água e do fazer a obra e a vontade de Deus o nosso alimento. Na próxima oportunidade, sobre essas três coisas gostaria de escrever, se nosso Pai quiser ou permitir. Até a próxima!

Discípulo de Cristo.

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23 de dezembro de 2016

Onde os Estudantes da Bíblia Associados se reúnem?

Filed under: Uncategorized — epistolas @ 22:43

No primeiro século, os primeiros cristãos costumavam se reunir em lares particulares. Por exemplo, o apóstolo Paulo escreveu:

“Saudai a Priscila e a Áqüila, meus cooperadores em Cristo Jesus, saudai também a igreja que está em sua casa. Saudai a Epêneto, meu amado, que é as primícias da Acaia em Cristo.” — Romanos 16:3, 5

“Saudai aos irmãos que estão em Laodicéia e a Ninfa e à igreja que está em sua casa.” — Colossenses 4:15

“E à nossa amada Áfia, e a Arquipo, nosso camarada, e à igreja que está em tua casa.” — Filemon 1:2

A palavra “igreja” vem do grego ek·kle·sí·a, e significa “congregação”.  Por esse motivo, os Estudantes da Bíblia costumam chamar seus grupos (não o local físico de reunião) de “eclésia”.  Também é nosso costume chamar tais grupos de “classes”, fazendo alusão às classes escolares onde se estuda e aprende.

Os primeiros cristãos também costumavam se reunir em locais públicos. Jesus ajuntava multidões ao ar livre onde podiam escutá-lo pregar:

“E, descendo com eles, parou num lugar plano, e também um grande número de seus discípulos, e grande multidão de povo de toda a Judéia, e de Jerusalém, e da costa marítima de Tiro e de Sidom; os quais tinham vindo para o ouvir…” — Lucas 6:17

Atualmente, a maioria das eclésias de Estudantes da Bíblia segue esse padrão. É costume nos reunir nas casas dos irmãos:

 

 

Aqui no Brasil nós nos reunimos em lares particulares, mas costumamos transmitir nossas reuniões pela internet. Assim, as principais eclésias (Rio de Janeiro, São Paulo e Manaus) além de se reunirem individualmente, também usufruem do companheirismo cristão online, aos domingos:

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Reuniões online: respeitamos a privacidade dos que ainda não podem aparecer publicamente
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Reunião online com o Irmão Todd Alexander, da eclésia de Columbus, Ohio, EUA

 

 

Em algumas ocasiões, nossas reuniões online incluem nossos irmãos da Argentina:

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Irmãos da Argentina reunidos
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Reunidos com o Irmão Todd, e online com irmãos do Japão

 

 

Em alguns casos, quando é mais conveniente, os irmãos se reúnem em locais alugados:

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A eclésia de Chicago se reúne num local alugado
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Outro grupo de Estudantes da Bíblia na Argentina se reúne num local próprio

 

 

Nós também nos reunimos em locais públicos, onde também podemos evangelizar:

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Eclésia do Rio de Janeiro reunida num shopping
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Pregação das Boas Novas num shopping

Também nos reunimos em convenções. Cada eclésia pode ser responsável por sua própria convenção, ou então se unir a outras eclésias para uma convenção maior. Nos Estados Unidos, o grupo Aurora, por exemplo, realiza uma Convenção Geral dos Estudantes da Bíblia todos os anos, em julho:

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Foto em grupo da Convenção Geral dos Estudantes da Bíblia, Pensilvânia, EUA

 

 

Em outubro de 2016 realizamos a primeira Convenção Geral dos Estudantes da Bíblia Associados no Brasil:

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Convenção Geral dos Estudantes da Bíblia, em São Paulo
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Irmã Marge Hagensick, de Chicago. Sua mãe conheceu pessoalmente ao Irmão Russell
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Irmãos do Rio e de Manaus juntos

Concluindo, os Estudantes da Bíblia se esforçam para cumprir o conselho bíblico de Hebreus 10:24, 25, ARC1911:

“E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos à caridade e boas obras. Não deixando a nossa reunião, como é o costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quando virdes que se vai chegando aquele dia.”

Confiamos nas palavras de Jesus:

“Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” — Mateus 18:20

Gostaria de participar de uma de nossas reuniões? Escreva para estudantesdabiblianobrasil@gmail.com para obter mais informações de como isso pode ser feito.

Fonte: www.estudantesdabibliaassociados.wordpress.com

 

7 de setembro de 2016

Templos do Espírito

Filed under: Blogroll — epistolas @ 16:05

CAPITULO I

  1. Com o passar do tempo, a partir da ascensão de Cristo, templo deixou de ter para os primeiros cristãos o sentido de casa de Deus, como costumeiramente ouvimos falar em igrejas hoje.

  2. Mas, isso é natural, pois o Deus que criou os céus e a terra não habita em templos edificados por homens; nada é capaz de comportar a presença de Deus.

  3. Além disso, dos dias dos primeiros cristãos para frente, outras coisas mudaram. Cristo abriu um novo e vivo caminho.

  4. Sacrifícios de animais oferecidos no templo foram substituídos pela única e perfeita oferta, que é Cristo, o Cordeiro de Deus, que um dia extirpará a morte e o pecado do mundo.

  5. Templos de pedra foram trocados por tabernáculos de carne e osso, assim como está escrito: “Vós sois o templo do Espírito Santo”.

  6. Leis entalhadas em tábuas de pedra começaram a ser escritas em mentes e corações. A letra dos mandamentos começaram a tornar-se espírito e vida.

  7. E, dessa forma, sem templos, sem rituais, sem dinheiro, pessoas simples propagaram o Evangelho naquele mundo antigo.

  8. Não tinham a Bíblia, pois eles próprios eram os livros. Não tinham as epístolas apostólicas, no começo, pois eles mesmos eram as cartas.

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CAPÍTULO II

  1. Mas, após a morte dos apóstolos, os cristãos passaram a dar início a um grande retrocesso espiritual.

  2. O que era espírito e vida tornou-se novamente letra morta escrita em livros sagrados.

  3. Templos de pedra passaram a ser reconstruídos e valorizados; sacrifícios e indulgências tornaram-se moedas de troca.

  4. Os antigos apóstolos, simples colaboradores, foram substituídos por senhores e mercadores da fé.

  5. O que era um simples caminho ou modo de vida tornou-se um grande império político-religioso.

  6. Por isso, conforme declarou nosso amado irmão Pedro, o juízo de Cristo começa com quem professa segui-lo.

  7. Não começará com ateus e os demais que nunca ouviram nossa mensagem. A cobrança começará comigo e com você, que ouvimos a sua palavra, conhecemos o seu amor e temos o dever de andar como ele andou.

  8. Porque os que apenas ouvem não são justos diante de Deus, mas os que praticam o são. Aqueles que nunca ouviram, mas que praticam, julgarão pelas suas obras os que apenas ouviram.

  9. Isso, provavelmente ocorrerá no dia em que Deus for julgar os segredos dos homens, por meio de Jesus Cristo.

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Discípulo de Cristo

E-mail: campelo1000@gmail.com

25 de março de 2015

Nossa Esperança

Filed under: Blogroll — epistolas @ 1:28

TERRA 2

  1. Se somos verdadeiramente cristãos, preguemos então o Evangelho! Mas, não divulguemos nada além do que recebemos de Cristo e dos apóstolos.

  2. O Evangelho do Reino é instrumento de Deus para a salvação de todo aquele que crer, pois Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para nossa regeneração.

  3. A morte de Cristo foi a nossa morte e a sua ressurreição foi a nossa ressurreição. Aquele que morreu foi o mesmo a quem Deus ressuscitou; que apareceu a Pedro, a Tiago, aos apóstolos e a mais de quinhentos irmãos, e que, após sua ascensão, apareceu ao nosso amado irmão Paulo.

  4. Não existe salvação sem ressurreição, nem ressurreição sem salvação. Se não tem ressurreição, tampouco Cristo ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, tudo o que os apóstolos presenciaram não passou de ilusão ou mera invenção.

  5. Desde os primeiros cristãos até agora, sempre tem aparecido os que ensinam não haver ressurreição, ou que a mesma tem apenas um sentindo figurado. Na verdade, agindo assim, estão simplesmente considerando os apóstolos e os demais irmãos daquele tempo falsas testemunhas de Deus.

  6. Mas, a nossa esperança é a mesma de todas aquelas testemunhas de Deus. A nossa esperança está naquele que é o primogênito dentre todos que ressuscitarão para fazer parte de seu reino. E como primogênito abrirá caminho para a ressurreição de todos os  que morreram.

  7. E, como afirmou nosso irmão Paulo, virá o fim, quando todos os inimigos de Cristo serão postos debaixo de seus pés – inclusive a morte, que será destruída.

  8. Essa é a nossa esperança: a vida eterna sob o Reino eterno de Deus e de Cristo, onde o que é mortal se revestirá do que é imortal e a imagem e semelhança de Deus será em nós restaurada. Onde ninguém dirá que está doente. Onde todos os que têm sede terão a chance de ser guiados aos rios de água da vida.

  9. A nossa vida sob o governo humano é muito curta. Nada se compara àquilo que Deus tem preparado para todos os súditos de seu governo eterno.

  10. Como peregrinos da era presente, cumpramos com nossas obrigações perante os atuais governos, dando a César o que é de César. Mas, acima de tudo e em primeiro lugar, busquemos as coisas do Governo que durará para sempre.

Discípulo de Cristo

E-mail: campelo1000@gmail.com

 

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